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Jesus Cristo era comunista?

Jesus Comunista1

Se tivessem apresentado Jesus Cristo com ideais comunistas, aos seus discípulos, teriam-no desprezado por uma contradição radical de princípios morais e expoente de loucura, no mínimo digna de muitos risos e gargalhadas. Os comunistas mentem, matam e não dividem nada com ninguém, e Jesus Cristo disse para fazerem exactamente o contrário.
 
Assim como o governo da Venezuela se gaba de uma “boa repartição de alimentos” para controlar as filas dos supermercados e impedir que as pessoas comprem duas vezes durante a mesma semana, o regime comunista da Roménia dizia que o racionamento de alimentos era uma medida voltada para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
 
Em 1982, Nicolau Ceausescu, ditador comunista na Roménia, instituiu um “programa científico de alimentação” para o país, que no qual passou por listar quantidades de alimentos pré-definidos pelo governo, como recomendações de dieta adequada, e ao mesmo tempo como quotas permitidas para a compra.
 
As compras podiam ser feitas somente por meio de um cartão de racionamento, onde eram marcadas as quantidades de alimentos adquiridas. A ração incluía as seguintes quantidades mensais:
 
Frango — 1 kg
Carne suína ou bovina — 500g (não havendo, deve ser substituída por carne enlatada da URSS)
Frios ou patê de fígado — 800g
Queijo – 500g (a cada 3 meses)
Manteiga — 100g
Azeite – 1 litro
Açúcar – 1 kg
Farinha – 1 kg (a cada 3 meses)
Ovos — 8-12
Pão – 300g/dia
 
O governo da Roménia, da antiga URSS, tinha várias explicações para estas limitações. Além de dizer que o Estado estava preocupado em fornecer aos cidadãos uma dieta equilibrada e saudável, também dava a justificação de que se estava a combater os “especuladores” que armazenavam comida.
 
O cartão de racionamento, porém, não garantia que os alimentos estariam disponíveis. A maioria desses produtos só era obtida se alguém fosse um dos primeiros da fila, surgindo um ditado popular que dizia que “no comunismo, ser amigo de um funcionário de uma mercearia estatal, que garantiria todos os itens descritos no cartão, era mais valioso do que ter um imóvel no capitalismo”.
 
Além dos alimentos, a gasolina também era racionada em apenas 25 litros por mês, e a fila para conseguir o combustível frequentemente envolvia um esforço em equipa. Enquanto uma pessoa ficava na fila, dentro do veículo, a marcar lugar para abastecer, outra ia trabalhar, e vice-versa.
 
Para garantir que os romenos não iriam consumir muita gasolina, o governo adpotou um rodízio, em que os carros não poderiam circular aos fins-de-semana.
 
No inverno, só estava disponível aquecimento e água quente durante algumas horas por dia, assim como televisão e electricidade.
 
Na época, as autoridades comunistas gostavam de se gabar e dizer que os cidadãos romenos usufruíam todos os benefícios da vida moderna e nenhuma das suas injustiças.
 
Em paralelo a tudo isto, um contrabandista de cassetes de vídeo VHS e uma tradutora de inglês introduziram na Roménia milhares de filmes ocidentais, especialmente filmes de acção do Chuck Norris. Estes filmes foram então distribuídos e ilegalmente exibidos para grupos de 20 a 30 pessoas de cada vez.
 
Desta maneira, amontoados perante uma televisão que lhes mostrava amenidades básicas, com as quais nem sonhavam existir, os romenos foram-se tornando dolorosamente cientes da sua pobreza e isolamento. As revoltas populares somaram-se e a queda do regime comunista, algo inevitável, ocorreu antes do fim da mesma década.