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Se é de esquerda deveria odiar o comunismo

Jerónimo de Sousa

A esquerda precisa superar o desastre comunista ou assumir que não está interessada em ajudar ninguém, mas apenas no poder. O grande mal do comunismo é a concentração de poder, que, por sua vez, não apenas permite, mas gera desastres humanitários. Stalin, Mao, Fidel, Kim e todos os outros líderes comunistas mantiveram-se no poder não apesar de todo esse desastre, mas sim, justamente, devido a ele. Esse tipo de violação à dignidade e aos direitos humanos é a única forma de tanto poder concentrado ser mantido nas mãos de tão poucos.
 
Se a esquerda realmente se preocupa com a igualdade, minorias, liberdades individuais e direitos humanos, não deveria lutar por mais poder estatal, e sim por uma maior autonomia dos indivíduos.
 
Hoje, mais do que nunca, a esquerda deve questionar-se se quer perseguir o poder ou ajudar pessoas.
 
Não há nada mais desigual no mundo do que uma ditadura do proletariado. Na China, enquanto as pessoas comiam casca de árvore para não morrer de fome, Mao Tse Tung mantinha um harém. O mesmo acontece em 2017 na Coreia do Norte. Em Cuba, a família Castro e dirigentes do partido levam vidas luxuosas na mesma ilha em que o povo raciona comida há mais de cinco décadas.
 
Cuba também é um exemplo de quão terrível é ser uma minoria em um país comunista. Embora seja uma ilha maioritariamente negra, eles quase não aparecem na composição do governo cubano, além de serem minoria entre os professores universitários. Che Guevara era racista e não gostava de negros.
 
Ser gay na ilha comandada por Fidel Castro durante décadas significou ir para campos de concentração. Em 1971, homossexuais foram proibidos de ocupar cargos públicos; a sodomia constou no Código Penal Cubano até 1979, e beijos homossexuais eram punidos com cadeia por atentado ao pudor até 1997.
 
O mesmo aconteceu na União Soviética. Entre 1934 e 1992, mais de 50 mil homossexuais foram condenados com base no art. 121 do Código Penal Soviético, em que ser gay era crime punido com trabalhos forçados até 1992.