web analytics

O livro que Lenin mais odiava era “Os Demónios”. É o melhor retrato da mente de um comunista

Lenin

O livro, da autoria do escritor russo, Fiódor Dostoiévski, retrata a mente de um comunista que tenta aniquilar todos os valores morais da sociedade em que vive e iludir as pessoas, em detrimento da sua ambição de riqueza, fazendo-as crer que age em nome de uma grande organização política que pretende a melhoria da vida de todos, quando na verdade, age somente por si e por aqueles que consegue, temporariamente, iludir.
 
A ruptura com a sociedade e o sectarismo narrado no romance, acabam por fazer com que os personagens da obra neguem o amor, a amizade e até a sua própria honra, falsificando a verdade, pois somente o mal e a mentira pode conduzi-los ao poder político.
 
Enquanto Vladimir Lenin considerava o livro “Os Demónios” um romance repulsivo, apesar de ter confessado a sua leitura quatro vezes, Stalin acabou por proibi-lo.
 
Até à Década de 60, do Séc XX, era considerado uma leitura maléfica e não construtiva para o proletariado russo.
 
“Os Demónios”, visto também como o cúmulo da heresia, somente em 1970 voltaria a ser impresso.