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Carnaval de Sesimbra é considerado violento

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João (nome fictício), decidiu ir a Sesimbra festejar o Carnaval, em uma das noites de folia anunciadas.
 
O feriado do dia seguinte tinha permitido a namorada folgar. Estava previsto ser uma noite de festa, apesar da confusão no transito e da demora de encontrar um lugar para estacionar.
 
Para evitar gastos supérfluos, optou por entrar num local onde pudesse dançar e ficar por algumas horas com a namorada.
 
Já quase no fim da noite, ainda no bar que tinha entrado, João (nome fictício) é abordado por um individuo que o empurra repentinamente.
 
– Se estivesses na minha zona não fazias isso, disse João, em resposta, surpreendido com a abordagem do desconhecido.
 
– Mas esta é a minha zona e quem se arma em esperto aqui, como tu, vai nu para casa.
 
Rapidamente, o individuo que o abordou, juntou quase duas dezenas de pessoas, que se iam deslocando para fora do recinto, aguardando pela sua saída.
 
Já com a namorada em lágrimas, pedindo ao grupo para não lhe fazer mal, é chamada a GNR ao local.
 
“Tantos contra um e ninguém fez nada ou interferiu. Que cobardia. Para poder sair em segurança fui o único a telefonar para a GNR. Caso contrário era linchado ali.”
 
João, disse à sesimbracultural.pt, que passados vários anos após o incidente no Carnaval, em 2009, já teria falado com outras pessoas que lhe relataram casos idênticos. Inclusive, na época balnear e Réveillon, embora no Carnaval ocorram com mais frequência e os desacatos, surjam, quase sempre, por iniciativa dos próprios locais.
 
“Foi a minha última noite em Sesimbra e muito dificilmente lá volto. Pelo que dizem, há sempre porrada nas noites de Carnaval. O pior é que as pessoas de lá não querem saber quem tem razão e juntam-se logo para lincharem os outros ou para fazerem uma rodinha.” – expressão que é usada por locais, em Sesimbra, para descrever um espancamento feito em grupo.