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25 de Abril, os comunistas não lutaram pela liberdade

abril

Há algo de profundamente surrealista nesta persistente argumentação comunista. É impressionante a quantidade de vezes em que o PCP se manifesta publicamente como uma espécie de guardião da liberdade e da democracia.
 
Falamos de um partido que é em si a própria negação da ideia de democracia.
 
Se os comunistas portugueses podem hoje, desavergonhadamente, falar em nome da liberdade e da democracia devem-no precisamente ao facto de terem sido a facção derrotada no pós-25 de Abril.
 
Caso o modelo de sociedade por eles preconizado tivesse sido implantado em Portugal o país teria sido dirigido por um regime ditatorial.
 
Uma das mais absurdas explicações para a forma como estes hipócritas enchem a boca com semelhantes alegações é dada pelo exemplo de luta demonstrado contra o regime autoritário de Salazar.
 
O caso é risível, pela mesma lógica se os comunistas tivessem implantado um regime ditatorial, como sempre sucede com as experiências marxistas, os eventuais resistentes da direita reaccionária e anti-democrática passariam a ser vistos como principais guardiães da liberdade democrática? Claro que não.
 
O PCP não lutou pela democracia, lutou por um regime ideologicamente diferente do que existia, apenas isso, as ditaduras não têm só um sentido político, podem vir de quadrantes muito diversos.
 
Não sei se quando os dirigentes do PCP falam de liberdade e democracia estão simplesmente a ser hipócritas, se à força de tanto o repetirem passaram realmente a acreditar nas suas próprias mentiras.
 
Não sei se desconhecem a filiação ideológica do partido ou os resultados práticos do marxismo-leninismo que sempre caracterizou o partido, não sei se têm fraca memória e desconhecem a história do PCP e o seu apoio a regimes ditatoriais de inspiração marxista, na antiga União Soviética, em Cuba, as simpatias manifestadas pela Coreia do Norte.
 
Não sei se os dirigentes do PCP, conhecendo os seus militantes, regra geral pouco menos que analfabetos, extrapolam para o todo da sociedade portuguesa essa imagem do eleitorado, não sei…mas o caso é quase patológico.
 

Batalha Final