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Paulo de Morais critica poder local

PSD CDU COLIGAÇÃO

Paulo de Morais, candidato nas próximas eleições à Presidência da República, criticou o poder local durante o seu discurso de 25 de Abril. O ex-autarca da Câmara Municipal do Porto, não se ficou apenas pelas críticas às lacunas do actual regime no poder central e focou também os círculos municipais. Considerando a actual democracia já moribunda e comparando-a à proximidade do fim do Regime de Salazar, através de vários índices apontados, salientou a destruição das paisagens pelo urbanismo em demasia e o desvio de fundos de apoio vindos da CEE (Comunidade Económica Europeia) na década de oitenta.
 
Para Paulo de Morais, o problema do Estado é o estado a que a democracia já chegou e a corrupção. O candidato à presidência da república, já teria afirmado anteriormente ao Correio da Manhã, que se trata de um problema constitucional e não partidário, ou seja, as soluções para os problemas e vícios do actual regime, passam por uma revisão da Constituição da República Portuguesa que jamais deve permanecer tal como se encontra.
 
Os que empreenderam a anterior revolução e o derrube do regime fascista, não foi certamente por este tipo de votos que lutaram. Lutaram por votos democráticos, com poder, com valor, com capacidade de mudar o que o povo achar que está errado, injusto e corrompido.
 
Sesimbra, nas últimas eleições autárquicas teve a maior abstenção nacional, 62% dos recenseados, rejeitaram todos os candidatos. A CDU de Augusto Pólvora, foi novamente reeleita pela maioria dos eleitores.
 
A reacção, na perspectiva de voto ou no acto de preenchimento do papel, tem sido uma atitude de baixa intensidade; revela tibieza de actuação mas a indignação é notável pela fraca representabilidade dos partidos e subtracção da vontade da maioria popular após as eleições.
 
A esquerda tem sido um instrumento utilizado pela direita para governar o país e impedir a dignidade das relações laborais e de cidadania a que os portugueses teriam direito.
 
Urge a implantação de uma democracia participativa no actual sufrágio universal, onde todos os cidadãos se possam congregar e participar na tomada de decisões do país para os mesmos erros estruturais não reincidirem mais.
 


Foto original de coligação PCP/CDU-PSD retirada do site: Brocas Vetus