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Democracia perfeita: A sociedade justa que a classe política tem medo

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Portugal é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democrática, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
 
Hoje sabemos que qualquer entidade política e até muitas vezes os sindicatos possuem uma agenda que se enfoca no seu proveito político ao invés do bem geral.
 
Cada um mobiliza-se pela defesa de territórios ideológicos e intelectuais na conveniência de adquirirem poder, em especial o poder soberano de decidir seja o que for num modelo de governo central em proveito da sua família política.
 
Segundo o Artigo 2.º da Constituição da República portuguesa, o actual sufrágio universal ou paradigma político propõe o aprofundamento da participação de todos os eleitores neste Estado de direito democrático.
 
Porém, e tendo como fundamento o Artigo 2.º da CRP é urgente a nossa democracia ser devidamente melhorada de modo a que o povo tenha voz após o voto e possa sempre intervir ou contornar qualquer situação inconveniente, desde que essa seja a vontade da maioria da população.
 
Seja na aprovação ou na rejeição de uma lei ou medida política, de uma forma serena, pacífica e democrática.
 
Não só é necessário dar voz ao povo e soberania após o voto para a vontade da maioria jamais voltar a ser subtraída como também é urgente os partidos voltarem a ganhar credibilidade na sociedade. É necessário voltar a atrair as massas populares às urnas e dar uma certeza de que irão votar num sistema político transparente ou numa estrutura que os represente.
 

Como a nossa democracia deve ser melhorada?

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Após quarenta anos de democracia representativa em Portugal, a falta de confiança na classe política pela maioria dos eleitores recenseados é hoje uma realidade inquestionável que não podemos virar mais as costas e torna-se necessário o melhoramento da democracia devido ao risco de implosão do regime. Pelo acumular de quarenta anos de incúria, de casos públicos de tráfico de influências, de prosmicuidade e sobretudo pela impunidade partidária à corrupção e isenção de responsabilidades e objectivos, quer seja nos círculos municipais, quer seja nos círculos governamentais.
 
 
O Caso da Vila de Sesimbra

Sabe-se que hoje os partidos mudam de opinião conforme estejam dentro ou fora do poder.
 
Por exemplo, a CDU, apesar de ter sido eleita democraticamente pela maioria dos votantes sesimbrenses nas últimas autárquicas 2013, Sesimbra foi a maior abstenção a nível nacional. Ora se há uma maioria que se abstém nas eleições por não se rever em nenhum dos partidos ou nos seus candidatos, há muito que uma minoria anda a decidir a vida de toda a comunidade.
 
O actual partido mandatário em Sesimbra aplicou uma política de parquímetros devidamente rigorosa e contestada com bastante desagrado pela maioria da população sesimbrense e turistas. A CDU após os manifestos nunca recuou na sua estratégia de reduzir a dívida, subtraindo dessa forma novamente a vontade da maioria da comunidade. Nem mesmo com uma petição já com um número considerável de assinaturas, Augusto Pólvora, Presidente da Câmara de Sesimbra parece estar disposto a recuar.
 
Todos nós sabemos que devido à falta de infraestruturas que solucionem ou contornem o estacionamento da Vila de Sesimbra, esta é uma situação inquestionável que se arrasta há décadas, além de ser uma das grandes prioridades adiadas pelo actual executivo, não só por Sesimbra ser uma zona balnear e de atracção turística mas também para se poder desenvolver mais e contribuir para a criação de postos de trabalho
 
Em Sintra, a CDU, força política que por sua vez se encontra na oposição, é contra a implementação de parquímetros. E recentemente procedeu à entrega de um documento com mais de cinco mil assinaturas no Espaço do Cidadão, contra a instalação dos mesmos nas principais freguesias urbanas do município.
 
Segundo Pedro Ventura da CDU, não existem razões do ponto de vista económico e social para a colocação de parquímetros nas freguesias do concelho em que é vereador.
 
A voz da maioria do povo nunca irá ser ouvida com este modelo de democracia nem nunca com ele haverá a estabilidade na política que tanto os partidos procuram, e que sobretudo, é necessária neste momento a Portugal.
 
 
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