web analytics

Comunicação social manipula percepção sobre realidade eleitoral

vrrrrrrrrr

Há muito que o público tem vindo a evidenciar claras manipulações políticas por todos os orgãos de comunicação social. Desde os Jornais mais influentes até aos canais de televisão. É verdade que na internet existem muitas mentiras mas também é verdade que é a única via de comunicação que ainda é possível escrever com alguma liberdade.
 
Em democracia ganha quem tem mais votos em eleições, porém, seguindo o principal fundamento que rege o actual sufrágio, há cada vez menos votantes a ir às urnas, há cada vez mais votantes que não se revêm em nenhuma das opções e a maioria da população já não acredita mais no próprio sistema político.
 
Cada vez é mais evidente o controlo da máquina partidária sobre a comunicação social para persuadir o público. Nas últimas eleições (primárias) só 1% dos quase 9,5 milhões de recenseados em Portugal votou num dos candidatos.
 
Nas últimas eleições europeias a abstenção conseguiu chegar aos 66%, nas eleições autárquicas a abstenção também tem vindo a aumentar gradualmente mandato após mandato, o que faz concluir que a insatisfação com a classe política não é apenas com o poder central e não escolhe cores partidárias.
 
A taxa de abstenção em eleições legislativas tem vindo a subir em Portugal desde o primeiro sufrágio universal livre do género, há 36 anos, quando escassos 8,34% dos eleitores não se deslocaram às assembleias de voto.
 
 
a1
 
 

Abstenção nas legislativas

O número de abstencionistas tem vindo a crescer consideravelmente desde as últimas eleições Legislativas.
 
Apenas em três ocasiões se verificaram ligeiros abrandamentos de subida abstencionista, em 1980, 2002 e 2005.
 
A leitura dos resultados eleitorais que são feitos pelos partidos e comunicação social nunca correspondem devidamente à realidade em si. A realidade é omitida e os partidos limitam-se a dar ênfase ao seu discurso de forma a fazer o público acreditar em vitórias partidárias históricas, derrotas da oposição e em bons resultados.
 
Na verdade, o número de votantes é cada vez menor, eleição após eleição. As análises dos respectivos resultados baseiam-se em percentagens de votos de eleitores que foram às urnas votar e não no número total de recenseados existentes em todo o país, que em Portugal passam confortavelmente os 9 milhões de inscritos.
 
Notícias como desemprego a baixar, salário mínimo a subir, impostos a caducar, etc, são sinais de proximidade eleitoral. Todas as notícias boas que possam simular e anunciar neutralizam-se por si mesmas caso seja feito um balanço entre todos os cortes feitos e aumentos de impostos. É quase como querer dar com uma mão para tentar minimizar ou esquecer o que se tirou com as duas.
 
Em época de eleições a comunicação social dá mesmo uma preciosa ajuda aos candidatos a fazerem a tão falada “lavagem cerebral” ao público.
 
Tentam que caia no esquecimento de todos os votantes, todos os candidatos anteriores, as respectivas rupturas partidárias, as políticas que fracassaram, todas as promessas não cumpridas, as mentiras, os escândalos de corrupção, todos os casos de promiscuidade, todos os crimes que possam ter feito em outro mandato. Passam por cima de qualquer caso grave que tenha ocorrido no seio dessa mesma entidade predestinada a governar e a zelar pelo povo português, inibindo-os de responsabilidades ou de qualquer culpa.
 
Pode-se afirmar que em 40 anos de democracia, num regime que se rege democraticamente pela vontade da maioria do povo, nunca nenhum partido correspondeu minimamente às expectativas dos portugueses ou defendeu verdadeiramente os seus interesses. Mas expuseram demasiado a sua ambição e os seus objectivos de expansão política para um maior controle sobre toda a população.
 
A política em Portugal nos últimos 10 anos tem vindo a assemelhar-se com um cenário de uma mãe que obriga um filho a comer a sopa. Os partidos querem obrigar os portugueses a continuarem a escolher candidatos que não se identificam contra a sua vontade e que aceitem esta espécie de monarquia partidária com predestinados, afilhados, descendentes políticos e impunidade partidária
 
Nenhum governo num estado democrático pode obrigar a maioria do seu povo a aceitar o que uma minoria quer por conveniência.
 
A actual vontade popular é cada vez mais evidente e esta democracia virada no avesso não interessa a quem sustenta a máquina partidária.
 
A ideia de que é necessário um governo para nos representar não passa de uma ficção convenientemente almejada pela classe partidária e pelos interesses elitistas exploradores do povo.
 
Nunca houve na história nem haverá uma mudança real pela força do voto, do protesto e da manifestação. Este modelo de democracia gera dependência de terceiros e escraviza-nos a aceitar tudo o que é imposto após o voto.
 
 
elei
 
 
Existem outros modelos de democracia mais apropriados aos interesses do povo e que a comunicação social nunca falou. Talvez não sejam convenientes às elites exploradoras mas é usada por países bastante desenvolvidos tais como a Suiça e Islândia.
 
Numa democracia participativa ou directa, o povo não é representado incondicionalmente por ninguém e é o próprio a decidir o seu futuro em referendo, a aprovar e a chumbar as leis propostas.
 
Na Europa, os únicos países a usarem este actual sufrágio são Portugal e Ucrânia. Portugal deve urgentemente adoptar outro modelo de sufrágio, uma democracia moderna, uma democracia mais transparente como nos restantes países da união europeia, uma democracia mais justa e que possa responder aos actuais problemas económicos e salvaguardar os interesses do povo e das classes operárias.
 
Um sistema cujo o poder político controla a comunicação social e o sistema judicial, chama-se ditadura.
 
 
 
Será votar um dever cívico?

 
Quem diz que votar é um dever cívico?
 
É o carpinteiro, é o mecânico, é a cabeleireira?
 
– São os políticos e todos os que vivem do sistema.
 
Ora vejamos o que em parte leva os partidos a apelarem tanto ao voto.
 
Os partidos recebem 718 518,00 euros por cada 50 mil votos e por legislatura, 1.005 925,00 euros por cada 70 mil votos.
 
O tão referido dever cívico abrange qualquer uma das seguintes situações:
 
– Ir às urnas, escolher um dos candidatos.
– Ir às urnas, votar branco ou nulo e legitimar o sistema político em vigor e todos os seus agentes.
– A abstenção.

 
A abstenção também faz parte do tão salientado dever cívico. Quando um votante se abstém numas eleições está a manifestar a posição de não se rever em nenhum dos candidatos nem de se rever no sistema que os alberga.
 
Não significa inteiramente um acto de indiferença ou de irresponsabilidade cívica, há casos de indiferença mas não é de todo a realidade que ocorre actualmente em Portugal e na nossa democracia.
 
Em suma, actualmente ir às urnas votar num candidato, nulo ou em branco significa também aceitar as actuais leis, o actual sistema político.
 
 
ITO
 
 
O caso de Portugal

O mundo ocidental é hoje governado por democracias multipartidárias que se estão a revelar um fiasco, um verdadeiro modelo de roubar e escravizar os povos usando a táctica de polarizarem a sociedade – dividir para reinar- como forma de subjugarem a sua vontade à vontade das multinacionais, da Opus dei e da maçonaria.
 
A esquerda e a direita nunca passaram de engenharias ideológicas para nos manterem polarizados e subservientes a quem se profissionalizou a defender uma medida por oposição a outra e ainda quer chamar a tudo, responsabilidade de decidir por ti.
 
Devemos saber libertar-nos de qualquer conceito de esquerda e direita pois só assim conseguiremos criar um modelo de organização política mais justo e equilibrado. Enquanto polarizarmos a democracia entre esquerda e direita estamos a partidarizar e não a lutar pela igualdade e pelos valores de Abril.
 
Numa democracia em que referendássemos salvar o BPN e em que a esmagadora maioria do povo negasse o resgate do banco, estávamos a ser de esquerda ou direita ou estaríamos a ser cidadãos democráticos?
 
Se referendarmos o direito à propriedade privada e a larga maioria do povo votar “sim”, estaremos a ser de direita ou de esquerda ou estaremos a participar democraticamente no governo e decisões da nação?
 
Se referendarmos a privatização da água e a esmagadora maioria votar “não”, será que essa decisão é de direita ou de esquerda ou será que é uma decisão democrática?
 
Uma democracia representativa gera dependência de terceiros ou de representantes e não possui fiscalização popular sobre os Orgãos de poder estabelecidos.
 
Em Portugal também existem votos fantasma e com eles os partidos garantem mais receitas do estado resultantes da distribuição proporcional de votos por cada eleição.
 
A recente subida do salário mínimo nacional passa sobretudo por aumentar o valor de cada voto de forma a tentar compensar o rombo dos cofres partidários pelos efeitos colaterais da abstenção.
 
Segundo a lei eleitoral, o valor do subsídio de cada voto é de 1/135 do salário mínimo e, como tal, isto significa um aumento de cerca de 0.60 Euros por voto que será agora cerca de 15 euros em cada eleição.
 
A tirania da maioria partidária, que na sua palavra tem valido mais do que a palavra de uma nação inteira é tão destrutiva para a liberdade humana quanto a tirania de qualquer indivíduo.
 
E segundo a abstenção, a vontade do povo é de não voltar a ser representado por nenhuma das existentes forças políticas. Bancos que são roubados e ninguém é preso, casos de corrupção política a serem prescritos e arquivados, etc.
 
Se o povo não vota é porque não se revê neste sistema representado por terceiros e porque o mesmo não lhe representa.
 
Por isso, há um problema na política em Portugal, um problema que é necessário corrigir democraticamente o quanto antes.