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Indícios de eleitores fantasma em Portugal

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O número de eleitores em Portugal não bate certo, foi apurado que existem cerca de 1,25 milhões eleitores-fantasma. Trata-se de mais uma manobra que permite aos partidos, albergar mais boys e alargar o seu poderio, através do poder local.
 
A listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões de portugueses registados nos cadernos eleitorais, mas as contas feitas pelo jornal «Correio da Manhã» revelam que há 1,25 milhões eleitores-fantasma em Portugal.
 
O jornal «i» também fez as contas com base em números oficiais e dá conta de 800 mil eleitores-mistério. E se há divergência em relação aos números, o mesmo não se verifica em relação à justificação. Os números da abstenção são cada vez maiores e  já são poucos os eleitores que vão votar ou  que querem sujeitar-se a opções que a maioria concorda que não defende o povo e que ainda explora-o.  Eles pedem votos, pressionam, imploram. Ganham com este sistema, enriquecem com esta democracia representativa que explora os contribuintes e que à parte de Portugal, só é usada na Europa pela Ucrânia.
 
Até com um voto em branco a actual democracia representativa faz os partidos ganhar com este sistema que foi imposto aos contribuintes e que nem os capitães de Abril o queriam. As eleições neste modelo de democracia só serve para escolher quem irá explorar o povo e enriquecer com os seus sacrifícios nos próximos quatro anos
 
Cada voto rende aos partidos 3, 16 Euros. O  PCTP/MRPP teve por exemplo direito a cerca de 15 mil euros por mês por ter tido mais de 50 mil votos para a Assembleia.
 
O PSD, pelo resultado das últimas eleições recebeu por direito 38 milhões de Euros do estado, segue-se em destaque também o PS,  com  mais de 28 milhões e o CDS/PP com 13 milhões.
 
 
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Emigrantes, mortos e duplicação de registos são explicação consensual para a diferença entre a base de dados eleitoral e a população portuguesa.
 
O «Correio da Manhã» avança que entre os cerca de 1,25 milhões de eleitores-fantasma no país estão pessoas que já faleceram e ainda não foram eliminadas nas listas das freguesias. Aos falecidos somam-se emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro.
 
As contas do «Correio da Manhã», com base no Instituto Nacional de Estatística (INE), foram feitas por Jorge de Sá, director da Aximage. O responsável explica que, se aos 10,6 milhões de cidadãos residentes, dos dados do INE, se retirarem os menores de 18 anos, que não podem votar, e dois terços dos estrangeiros em Portugal, que não têm direito de voto (290 mil), chega-se a um total de 8,37 milhões de eleitores.
 
A listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. A diferença revela que há 1,25 milhões de eleitores-fantasma no país.
 
O recenseamento eleitoral está adulterado porque dá vantagens aos partidos e aos seus vereadores, em número e remunerações, sobretudo para o PSD/PS. Há no mínimo 73 concelhos onde o número de eleitores supera o da população total. Esta sobreavaliação do eleitorado não é inocente, pois favorece a classe política monetariamente.
 
O cálculo do número de vereadores em cada concelho (para as freguesias o problema terá um impacto semelhante) não se faz em função dos efetivos da população mas, tomando em consideração o número de eleitores que, estando sobreavaliados permitem em vários casos, o aumento do número de eleitos. É o que se chama um desvio de quantidade.
 
Nos concelhos onde fraudulentamente imputem mais de 40000 eleitores, há aumentos de salários para os “mandarins” de serviço.