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Alexandre Leandro expõe na Biblioteca Municipal de Sesimbra colecção de barcos

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Alexandre Leandro tem em exposição na Biblioteca de Sesimbra a sua coleção de modelos de barcos de Sesimbra, construídos com materiais reciclados.
 
Tal como se afirma no belo texto que acompanha a exposição, escrito pela mulher, Cidália Silva: “Saudade foi o que se teve ontem, se tem hoje e se terá amanhã e sempre!”
 
Pelo meio, Alexandre teve também uma formação em carpintaria naval, no Forpescas de Sesimbra, onde teve como professor o notável carpinteiro naval, Acácio Vidal Farinha.
 
Nascido numa família de pescadores – Yashine, o antigo guarda-redes do Sesimbra, é o seu pai – Alexandre Leandro, de 40 anos, foi ele próprio pescador durante alguns anos.
 
Mas, a certa altura, trocou de profissão: adoptou a arte de canteiro, especializando-se em cantarias de pedra para cozinhas. Casou com uma lisboeta de Marvila – Cidália Silva – e a pouco-e-pouco os mares de Sesimbra foi crescendo dentro de si como uma Saudade – sentimento que exprime através da construção de modelos de barcos, que se encontram em exposição na Biblioteca Municipal de Sesimbra, até ao próximo dia 28 de Junho. “Saudade” é precisamente o título da exposição.
 
 
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Tal como se afirma no belo texto de Cidália Silva que acompanha a exposição: “Saudade foi o que se teve ontem, se tem hoje e se terá amanhã e sempre!” Pelo meio, Alexandre teve também uma formação em carpintaria naval, no Forpescas de Sesimbra, onde teve como professor o notável carpinteiro naval, Acácio Farinha.
 
Um dos modelos de uma enviada de Sesimbra, ainda na fase inicial de cavernas, encontra-se também exposto na Biblioteca. Mas a execução dos modelos de barcos começou mais propriamente ao executar uma réplica do barco de pesca do irmão, “Romeu e Sofia”, uma embarcação de fibra, de 7,5 m.
 
Foi neste modelo que aplicou a filosofia ecológica que percorre todos os seus trabalhos: os pequenos barcos são executados com materiais reciclados: esferovite, latas, embalagens dos super-mercados, etc.
 
Foi também a mulher que o desafiou a continuar a executar estas réplicas, aventurando-se a reproduzir barcos históricos da frota sesimbrense: o malogrado “Menino Deus”, “José Leste”, “David José”, e também a barca do alto, “Amália Castanho”, uma das derradeiras encarnações do mais famoso tipo de barca criado em Sesimbra, e que ainda se encontra na água, mas já sem pescar.
 
Entre a variedade de embarcações em exposição também se encontra a caravela “Vera Cruz”, um bote salva-vidas dos Bombeiros e um submarino, feito basicamente a partir de duas garrafas de água!
 
Para a execção dos modelos recorre a fotografias, mas também a uma boa memória visual: “Olho para um barco e fica tudo memorizado” – afinal, também passou vários anos na frota de pesca de Sesimbra. Cidália Silva ainda acrescente um ingrediente: a paixão: “Tem que se ter gosto!” No fundo, “Uma pequena homenagem ao povo que o viu crescer”, um povo “que pela pesca vive e pela pesca morre!”
 
 
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Texto: João Augusto Aldeia

 
Notícia extraída da 3ª edição do novo Jornal Mares de Sesimbra