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Carnaval de Sesimbra em queda

Carnaval de Sesimbra

Apesar de nos últimos anos se ter verificado uma acentuada descida de foliões, o Carnaval de Sesimbra 2014 tal como nos últimos anos promete ser uma enchente de gente na vila.
 
Numa época em que a crise veio para ficar e em que os tempos que correm não dão aos residentes de Sesimbra muita margem de manobra para gastos com lazer e diversão, uma percentagem significativa de foliões que iam sempre para Sesimbra nesta época festiva deixou de vir,  ficaram em casa ou foram ao encontro de outro evento similar que fosse mais acessível.
 
São muitos os relatos populares das políticas autárquicas feitas por conveniência, são muitos os relatos de políticas abusivas e pouco inteligentes que se acumularam nos últimos anos . A implementação de parquímetros a fim de saldar a dívida camarária contraída foi só mais uma acha para a fogueira que fortificou a barreira que já havia entre o turismo e Sesimbra.
 
Desencadeou divergências com residentes que se dizem sentir discriminados por pagarem parquímetros com IVA de turista nas ruas onde residem quando pagam os mesmos valores de impostos que os outros e passam pelas mesmas dificuldades de quem tem estacionamento livre à porta de casa.
 
A Câmara Municipal de Sesimbra não deu alternativas de estacionamento, nem mesmo aos residentes, a realidade da falta de lugares para estacionar na vila de Sesimbra é quase tão conhecida nacionalmente como a Praia do Meco e  já perdura há algumas dezenas de anos.
 
É essencial que saibamos identificar quais foram os factores que ditaram uma estratégia que se resume literalmente a um apoio excessivo ao Carnaval passando por cima de várias necessidades comunitárias inadiáveis.
 
Porque terão sido aplicadas receitas na ordem das centenas dos milhares de euros na  remodelação e atribuição de sedes e instrumentos em poucos anos?
 
Porque foram criadas ainda mais escolas de samba? Porquê de se ter despendido valores milionários apenas na requalificação de uma “época festiva” havendo necessidades que são decididamente prioritárias.
 
Neste momento são oito as escolas de samba na totalidade que já estão praticamente  preparadas para desfilarem numa marginal que foi remodelada e que certamente espera por um massa de visitantes bem maior que a dos últimos anos.
 
Vendo as coisas deste lado com tanta gente a apontar as mesmas razões leva qualquer um a crer que o presidente da câmara é um político vazio, um autêntico vacum político,  que é tendencioso e vingativo e que os actuais executivos e suas equipas não parecem estar ao serviço da Autarquia para servir a comunidade e sim para esperar pelo fim do mês, explorando os recursos e regalias do poder e obstruindo a maioria dos projectos, ideias e iniciativas a todos os seus opositores partidários que consideram ser ameaças.
 
Só que nem sempre a opinião da maioria é a verdade. Devemos dar sempre o benefício da dúvida por mais suspeitos que sejam os sujeitos.
 
Três pessoas afirmaram mesmo que só são aprovadas ou consideradas  iniciativas e projectos que passam pelos amigos dos autarcas, camaradas e seus familiares mesmo que existam outros melhores em concurso, mesmo que existam pessoas mais aptas e habilitadas, mesmo que existam empresas com meios mais eficazes, produtivos e económicos.
 
voto que fez parte da abstenção nas Autárquicas 2013 foi justificado pela surpreendente aliança entre ” CDU/PSD na autarquia.
 
“O Augusto Pólvora nem parece ser comunista, nem sei o que ele é, um tipo que se amiga com os políticos deste desgoverno que está a dar cabo de tudo! Um tipo que prejudica moradores, reformados, comércio local com certos interesses e depois ainda vai alugar autocarros para todos irem para a Assembleia da República protestar e defender os direitos!?”
 
“Não deve ser de boa índole nem de confiança para se juntar com o PSD! Comunista só se for na teoria porque na prática parece ser mais de extrema direita“ Se for mentira vai para o saco (…)”  – Afirma uma moradora reformada e que revelou ser votante do PCP desde sempre.
 
Nós preferimos não acreditar nestes relatos e de que a maior abstenção eleitoral nacional em 2013 nas autarquias não ficou explicada  e que  afinal sempre se preocupam e zelam pelos munícipes . Até porque todos os autarcas são eleitos para  isso,  para decidir o que é melhor para a comunidade e o que não é, quais são as melhores opções para Sesimbra e quais não são, quais são os projectos que interessam e contribuem mais para o desenvolvimento económico regional e os que não contribuem nada.
 
É importante haver fiscalização e acompanhamento da parte da comunidade junto dos orgãos autárquicos e dos seus representantes políticos. Os políticos não são nenhuns deuses, não os adorem, fiscalizem-nos!
 
O facto é que tal como mais de 1000 funcionários da Câmara de Sesimbra (uma das autarquias portuguesas com mais funcionários públicos), os executivos têm o seu salário garantido pelos contribuintes no fim de cada mês com todas as regalias previstas na lei e não precisam de cumprir objectivos ou de esperar que o dinheiro entre nas caixas registadoras para pagarem as suas contas.
 
Anteriormente falámos da falta de dinâmica e incapacidade da autarquia de Sesimbra para reerguer a economia local. Se o mercado turístico regional não é o desejado para atingir metas essenciais ao desenvolvimento são necessários meios de divulgação tecnológicos e humanos que sejam eficazes.
 
     Felícia Costa, vice-presidente da Câmara de Sesimbra na edição mais recente do Boletim Sesimbra Acontece afirma que por mais que a tecnologia nos surpreenda, há gestos e sensações que não se consegue substituir tal como o folhear de um livro ou revista e justifica a ausência nos últimos dois anos do boletim pela redução dos custos de produção, ficando apenas no formato digital.
 
 
Sesimbra-Acontece
 
A autarca vai mais além e salienta que o regresso do boletim é mais do que um meio de divulgação por considerar ser uma forma de ligação entre a comunidade e a autarquia e de que o regresso desse suporte de divulgação irá dar um impulso ao desenvolvimento social, cultural e económico do concelho.
 
A ideia de reduzir custos é boa Sra Vice-Presidente, mas se em 2012 não houve nenhum impulso no desenvolvimento social- cultural e económico do concelho através do respectivo boletim, também não é agora, dois anos depois que vai haver.
 
Disponibilizaram-se verbas para um suporte em formato de papel que só alcança um público residente ou local que todos já constataram que é insuficiente para contornar as necessidades. O mercado turístico a alcançar é o nacional e o internacional, o tipo de mercado que se perdeu nas últimas décadas.
 
Muitos estabelecimentos locais fecharam nos últimos dois anos, uma das grandes surpresas foi o encerramento do mediático Restaurante Tony-Marisqueira. A economia local de Sesimbra está dependente do seu público residente que não pára de somar números nas filas do centro de emprego. Se dantes as oportunidades de emprego em Sesimbra eram escassas, agora são inexistentes! E os jovens cada vez mais procuram por oportunidades laborais na autarquia que se assume actualmente como o maior empregador regional.
 
O mercado turístico que Sesimbra capta não é suficiente para dar estabilidade a um negócio e cada vez há mais tendência a se dispersar. Sinais dos tempos que correm e pelas pessoas estarem cada vez mais limitadas a gastos supérfluos de lazer e diversão. Nos últimos anos em Sesimbra, muitas empresas ficaram condicionadas e muitas outras encerraram portas.
 
A internet passou a fazer parte da vida de uma grande percentagem da humanidade por necessidade ou lazer. Vivemos na era das redes sociais onde o utilizador acompanha as actualizações das suas marcas preferidas no seu perfil enquanto socializa com os seus amigos ao invés da tradicional visita o site num endereço electrónico.
 
Empresas como a Google Inc. facturaram mais em 10 anos do que todas as cadeias de televisão juntas num século mas Felícia Costa insiste em afirmar que o formato em papel proporciona um “público mais vasto”.
 
Mais de 75% da totalidade dos seguidores da sesimbracultural.pt não reside no concelho e centenas são estrangeiros. Acreditamos de que o verdadeiro motivo da Autarca seja a falta de noção do que é realmente a competitividade na internet e de não haver ninguém na autarquia apto ou preparado para competir ao mais alto nível na web. Pode-se constatar a fraca presença de Sesimbra na internet pelo volume de tráfego de cada site e pelos números que interagem nas fanpages camarárias. A Autarquia de Sesimbra não possui nem sequer meios na blogosfera para alcançar os mercados que necessita para voltar para a ribalta, como pode querer conseguir alcançar um mercado sem um meio de fazê-lo?
 
 

Sesimbra Acontece
 
Pode-se dizer que o facebook destronou quase a internet inteira, o tráfego orgânico nos sites de domínio próprio desceu abruptamente desde o aparecimento da maior rede social de sempre. O facto é que os algoritmos de filtragem no feed de notícias do facebook ficaram mais rigorosos depois dos up dates, medidas essas que foram aplicadas para combater o SPAM e filtrar o conteúdo menos relevante encorajando os administradores a pagarem para alcançar os seus fãs à parte de qualquer edgerank definido.
 
“Para uma fanpage ter dinâmica são necessários conhecimentos e muito trabalho”;”Um contador com muitos likes hoje em dia não determina visualizações”  – adianta um webmaster português e que também  fez questão de nos felicitar  pelo mercado turístico alcançado neste projecto fora de fronteiras sesimbrenses e por termos sido nós a suportar todos os  custos de desenvolvimento e manutenção.
 
Admira-se por nenhum empresário de restauração e hotelaria ainda não ter feito “jus” ao seu bom nome que tanto gosta de ver reconhecido lá fora.