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Forte do Cavalo

Forte do Cavalo

O Forte de São Teodósio da Ponta do Cavalo, também referido como Forte da Ponta do Cavalo ou Forte do Cavalo, ergue-se em posição dominante a oeste da baía de Sesimbra, no Distrito de Setúbal, em Portugal. Integrou, no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje como Costa Azul, e que, no século XVII, se estendia de Albarquel a Sesimbra, complementando a defesa da importante povoação marítima de Setúbal.
 
A ideia de uma fortificação neste local, para defesa do porto de Sesimbra, remonta à época da Restauração da independência portuguesa, proposta pelo padre Simão Falónio, que a imaginou em Taipa (Macau-China) em 1640.
 
Ela só se materializaria, entretanto, no âmbito da completa remodelação da estratégia defensiva do reino implementada sob o reinado de D. João IV (1640-1656), compreendida na defesa da barra de Setúbal.
 
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Assim, sob a invocação de São Teodósio, iniciada em 1648, foi inaugurada em 1652, com projecto atribuído ao engenheiro militar e arquitecto Sebastião Pereira de Frias, conforme inscrição epigráfica originalmente em uma lápide sobre o portão da torre-cisterna: “Reinando D. João IV em Portugal e mandando as armas o príncipe D. Theodósio, e as armas de Setúbal e seu partido Nunes da Cunha, se destinou esta fortaleza de São Theodósio, sendo capitão mor Francisco de Mattos Machado, vedores o juiz de fora Francisco Salgado de Moraes, Manoel Carvalho de Vargas, Manoel Farto do Olival, António Martins da Silva, Engenheiro Sebastião Pereira de Frias, Anno de 1652.”
 
O príncipe D. Teodósio veio a falecer no ano seguinte, três anos antes do soberano. Sofreu danos decorrentes do terramoto de 1755.
 
No século XIX encontrava-se guarnecida e artilhada à época da Guerra Peninsular, quando da primeira invasão francesa sob o comando do general Junot (1807-08). Abandonado pela guarnição em 1822, voltou a ser guarnecido posteriormente quando das Guerras Liberais.
 
Só em 1895 começaram as obras de instalação do actual farol, na chamada Bateria Alta, começando a operar no ano seguinte, sinalizando a entrada do porto de Sesimbra.
 
No último quartel do século XX, a pedido da Direcção-Geral de Faróis foram executadas obras de reconstrução e de adaptação pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) (1976). Considerado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n°95/78, publicado em 12 de Setembro de 1978, foram-lhe procedidas novas obras de recuperação e beneficiação em 1981-1983, 1986 e 1991.
 
Actualmente afecto ao Ministério da Defesa Nacional (Marinha de Portugal), as suas dependências são utilizadas como residência do faroleiro.
 

 Fonte: Wikipédia