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Castelo de Sesimbra

Castelo de Sesimbra

O  Castelo de Sesimbra, também referido como Castelo dos Mouros, localiza-se na vila de mesmo nome, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal, em Portugal.
 
O Castelo medieval ergue-se em posição dominante numa falésia, sobre uma enseada que se constitui em porto natural na península de Setúbal, entre os estuários do rio Tejo e o do rio Sado, a poucos quilómetros do cabo Espichel.
 

Foto: Mário Gomes

 
Sesimbra-Séc-XIX
 

Antecedentes

A primitiva ocupação humana deste trecho do litoral remonta à pré-história, condicionada pela existência dos grandes estuários, pela fertilidade das terras e pela riqueza da pesca. Em tempos históricos, a enseada de Sesimbra teria servido de ancoradouro natural para os navegantes do mar Mediterrâneo, Fenícios, Gregos e Cartagineses. Posteriormente, são testemunhos da Romanização os vestígios arqueológicos de cerâmica, em particular ânforas,moedas e sepulturas, parte desse espólio na área do castelo.
 
Sucessivamente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, estes terão erguido a primitiva fortificação.
 

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, após a conquista de Lisboa (1147) a posse desta região oscilou entre muçulmanos e cristãos. Fracamente guarnecida, a fortificação de Sesimbra foi inicialmente tomada pelas forças de D.Afonso Henriques (1112-1185) em 21 de Fevereiro de 1165 que lhe terão procedido a reparos e reforços nas defesas.
 
A conquista do Castelo de Silves em 1189 pelas forças de D.Sancho I(1185-1211), suscitou uma contra-ofensiva muçulmana que, resultou não só na perda de Silves como de grande parte da região do Alentejo, até à margem esquerda do rio Tejo. Os habitantes de Sesimbra, alertados pela queda de Alcácer do Sal e debilitados pela peste que então grassava no reino, abandonaram a povoação, que desse modo foi ocupada e arrasada pelas forças do califa almóada da Abu Ysuf  Ya´qub al-amsur (1191).

 
D. Sancho I (1185-1211) reapossou-se desta povoação por volta de 1200 com o auxílio de cruzados do Norte da Europa (então genericamente denominados defrancos ), aos quais ofereceu terras para colonização. Em 15 de Agosto de 1201 o soberano concedeu Carta do Foral à povoação, determinando-lhe a reconstrução do castelo “a partir dos alicerces”. Este foral foi confirmado por seu filho e sucessor, Afonso II de Portugal (1211-1223).
 
Sob o reinado de D.Sancho II (1223-1248), os domínios de Sesimbra e seu castelo foram entregues aos cavaleiros da Ordem de Santiago(19 de Fevereiro de 1236), na pessoa de seu Grão-Mestre, D.Paio Peres Correia. Estes monges intensificam os esforços do repovoamento, através da concessão de privilégios aos pescadores e aqui estabelecendo o couto de Homíziados. Essa doação à Ordem foi confirmada em 22 de Fevereiro de 1255  por Afonso III de Portugal (1248-1279).
 
o reinado de D.Dinis  (1279-1325), novos privilégios foram concedidos aos moradores: o soberano reconfirmou o foral e elevou a povoação a vila, instituindo o respectivo Concelho em 1323, e criando ainda a Póvoa da Ribeira de Sesimbra, junto ao porto. Alguns autores acreditam que, à semelhança das acções que caracterizaram o governo deste soberano, também tenham sido promovidas melhorias na defesa do castelo neste período.
 
Também D. Afonso IV (1325-1357) e D. Fernando  (1367-1383) confirmaram o foral de Sesimbra.
 
O castelo começou a perder importância no Século IV. Durante a crise de 13831385, quando levantado o cerco de Lisboa em 1384 , a povoação de Sesimbra foi episodicamente saqueada por embarcações castelhanas, conforme registrado pelo cronista: “Alçado el-Rei de sobre Lisboa, ficou a frota por alguns dias; e quando partiu, chegou a Sesimbra, onde roubaram algumas cousas que tomar puderam”(Fenão Lopes. Crónica de D. João I). Nos séculos seguintes, a póvoa junto ao porto viria a sobrepujar, em dimensões e importância, a antiga povoação, principalmente a partir dos Descobrimentos marítimos portugueses, quando se desenvolveram as actividades de construção naval e de aprovisionamento de embarcações. D. Manuel I (1495-1521) concedeu o Foral Novo à vila (1514), período em que fez erguer junto à praia uma nova fortificação, sob a invocação de São Valentim (Forte de São Valentim, também denominado Forte da Marinha), artilhada.
 
O mais importante testemunho dessa época sobre o castelo é o Auto da Visitação efetuada em 1516 por D. Jorge de Lencastre  então Mestre da Ordem de Santiago, filho ilegítimo de D. João II (1481-1495), publicado pelo capitão Sousa Larcher. Nele se aponta que a porta principal do castelo “de pedraria”, com suas peças de madeira “novas e bem repairadas”, abria-se entre dois cubelos “fortes e bons”. À sua direita erguia-se a habitação do Alcaide-mor constituída por sala, três quartos e cozinha, em pavimento assobradado, sobre quatro lojas térreas. Numa das lojas abrigava-se a cisterna e nas outras, a adega, o palheiro e a cavalariça . A parte superior desta edificação comunicava-se, por um corredor, com a torre de menagem que então principiava ruína. À esquerda erguia-se outra habitação, semelhante à primeira, cujo uso hoje se desconhece.
 
Alguns estudiosos admitem que tanto D. Manuel I, quanto o seu sucessor, D. João III(1521-1557), aqui residiram em alguns períodos. Este último soberano criou a nova freguesia da Ribeira, actual freguesia de Santiago.
 

Castelo de Sesimbra

 

Fonte: Wikipédia

 
O castelo de Sesimbra é o último dos Castelos portugueses sobre o mar a manter a traça medieval. Apresenta planta irregular, ocupando todo o topo da encosta.
 
Foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16 de Junho de 1910 e Zona de Protecção pela portaria do Ministério das Obras Públicas e Comunicações de 9 de Outubro de 1945 e pela portaria do Ministério da Educação Nacional de 23 de Setembro de 1960.
 

Horário de funcionamento:

 Verão

Todos os dias, das 7 às 20 horas

Inverno

Todos os dias, das 7 às 19 horas